· INL

→ Sobre o INL:

 
O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) é primeiro laboratório de investigação no âmbito das nanotecnologias no mundo e, também, o primeiro laboratório criado na Península Ibérica dedicado à investigação científica.
A construção deste arrojado projecto resultou de uma decisão conjunta de Portugal e Espanha, tomada na XXI Cimeira de Portugal, realizada em 2005, com o intuito de reforçar as iniciativas de angariação de cientistas e a expansão do laboratório a outros países de qualquer parte do mundo.
Localizando-se nas imediações do “campus” de Gualtar da Universidade do Minho, Braga, o INL ocupa uma área de 47 mil metros quadrados dividindo-se em diversos espaços científicos como: “Micro e Nanofabricação Central”, o “Laboratório Central de Microscopia com Sonda de Varrimento”, “Recursos Centrais de Biologia e Bioquímica” e “Laboratório Central de Caracterização Estrutural e Interface”, designadamente ao estudo nas áreas de nanomedicina, monitorização ambiental, controlo de qualidade alimentar, e nas áreas de suporte de nanoelectrónica e nanomanipulação, sempre com a finalidade de uma investigação científica de excelência mundial, aplicando os produtos da investigação na criação de novas tecnologias e de novas empresas.


Embora este programa de desenvolvimento científico e tecnológico assuma como objectivos a cooperação internacional com os vários pólos de investigação mundial, sabe-se que será a região Minho que beneficiará mais com este projecto, nomeadamente os alunos da Universidade do Minho que terão projectos conjuntos com o INL, segundo o Reitor da UM, António Cunha.



  Financiamente por parte da U.E.

Um outro importante aspecto a salientar é a proveniência dos inúmeros financiamentos e apoios para contribuir na construção e manutenção desta construção assim como na remuneração dos cientistas e pessoal técnico, pois sem a ajuda da União Europeia e de fundos comunitários, esta corporação não conseguiria sobreviver apenas com os apoios dos orçamentos de Estado.
Como tal, sabe-se que o custo para uma construção deste calibre, em que do ponto de vista construtivo as instalações do INL necessitam de exigências técnicas únicas, associadas à especificidade e aos requisitos inerentes à actividade laboratorial de nanotecnologia, designadamente em termos de controlo de vibrações e campos electromagnéticos. Do ponto de vista profissional e académico o INL foi planeado para contar com 200 cientistas, num total de 400 pessoas, contando com pessoal técnico, administrativo e alunos de doutoramentos para realizarem actividades num conjunto de centros de investigação com os quais o INL estabeleceu protocolos.
O soberbo investimento inicial de 100 milhões de euros foi assegurado por Portugal, Espanha e também com o apoio do PeoNorte (Programa Operacional da Região Norte) que contribuiu com 70% do investimento. Paulo Freitas, vice-presidente deste organismo, afirma: "Na primeira fase, o Governo espanhol investiu mais nos edifícios e o português investe, agora, mais nos equipamentos". Além destes financiamentos, é também necessário referir os 30 milhões de euros anuais que serão suportados para a manutenção desta obra, uma vez mais graças à União Europeia e a Fundos Comunitários.